Alguém tem que ceder!!!
Alguém tem que ceder???
Engraçado escrever essas frases e ao mesmo tempo perceber o quanto com as mesmas palavras e apenas pontuações diferentes se constrói diferentes interpretações. Porque na vida há necessidade de expressar concomitantemente com as emoções o quanto é forte e incrivelmente perfeito quando num relacionamento ambos chegam à conclusão que ceder é o remédio para sorrir, para ser criativo, para ser espontâneo, para viver os momentos com a sensação que no amanhã não é preciso pensar. Ceder é a razão de encontrarmos pessoas maravilhosas que podem nos proporcionar muitos momentos de prazer, bastando apenas darmos a iniciativa de proceder, cedendo,......cedendo......, (...)
Cedendo nosso egoísmo, cedendo nossa amargura, cedendo nosso cansaço, cedendo nosso sofrimento passado, cedendo nossos bloqueios, cedendo nossa falta de confiança em nossos méritos e qualidades, cedendo em memórias de fracassos e desencontros pelos quais nos tornaram pessoas distantes do mundo real para chegarmos a conclusão que o mais perfeito dos mundos é àquele que há em nós e no qual somos os únicos a permitir a entrada de estranhos e também dos conhecidos. Enfim, ficaria horas para descrever o quão é grande a necessidade de valorizarmos a grandiosa expressão, exclamada: alguém tem que ceder!
Visto que para cedermos aos outros em primeiro lugar temos que lutar contra nossas dores e cedermos à nós mesmos. E isso, inacreditavelmente é o grande desafio de ser feliz. Descobrir em nós as limitações que são capazes de transformar o óbvio em mero transtorno, no qual muitas pessoas sacrificam suas lindas e maravilhosas gargalhadas à troco de um quarto fechado, escuro, vazio, em que apenas o travesseiro e os lençóis são capazes de traduzir a imensa dor da solidão. Solidão criada pela sociedade e pela nossa capacidade em não ceder.
Então nós somos culpados? Bom, se não, então aquela imensurável sociedade é que se responsabiliza?
Bom, não sei te responder às minhas perguntas, mas hoje assisti a um filme, que traduziu os milhares de filmes de milhares de personagens reais que convivem com a solidão em pleno século XXI. Filme no qual vivenciei nas telas dos meus olhos a realidade de muitas mulheres, mães ou não, assim como também de homens, que buscam ser felizes em um tempo único, que não planejam nada e simplesmente deixam a solidão conduzir a vida num determinado momento de suas vidas. Filme, esse, que faz parte da vida de muitas pessoas, que se submetem a não ceder e acabam descobrindo que não adianta. Está escrito que devemos ceder todos os dias, e, portanto para todos em um momento de suas vidas há o grande episódio de um mero sonho de fadas se tornar real e modificar todo planejamento de modelo ideal para se viver e não sofrer. Isso porque quando digo a palavra sofrer, esta se refere a sofrer de amor. Razoavelmente porque todos nós temos medo de sofrer pelo amor. Amar é algo inextricável. Nosso corpo por mais exposto que esteja é um instrumento de uso frenético porém com acesso limitado. Por mais códigos e chips sejam criados e desenvolvidos nessa Era dinâmica e automatizada, eu diria que é inacessível o caminho para a máquina que nos mantém vivos e que nos faz Amar desesperadamente, e que faz-nos buscarmos eternamente o grande e verdadeiro Amor ao qual conseguiremos aceitar a verdadeira razão de ceder. É inacessível porque Amar é plenitude e paz. E o nosso tempo real nos expõe à distância dessa capacidade de entrega , porque é quase impossível não ser preciso gastar as energias para pensar nos segundos seguintes que virão após o levantar e assim também após os olhos se fecharem. Nossa rotina nos aprisionou ao trabalho devido à necessidade de sobrevivência e o desgaste diário nos transformou em seres inacessíveis ao amor, a dedicação, à paciência, à doçura, à grande e misteriosa sabedoria do nosso querido Deus Pai, Unigênito, Onipotente e Onipresente. E essas palavras expressam o mínimo que devemos buscar para nos prepararmos para o Amor. Ninguém é preparado para amar, mesmo porque não é fácil amar. Como também não é fácil ceder. Então a segunda frase entra agora: alguém tem que ceder?
Algum dia você já se considerou certo em alguma decisão para pensar na razão em ceder! E o pior, para valorizar o ego e mostrar a fortaleza do seu coração sofrido e machucado, você simplesmente disse: eu tentei. Alguém sempre tem que ter culpa, mas eu fiz de tudo. Eu lutei pelo nosso relacionamento até o último momento, mas mesmo assim não tinha que ser. Era o destino. Deus sabe o que faz. Mais uma vez como não haviam culpados entra o querido Pai, nosso Deus.
Sempre nas piores das hipóteses quando tentamos buscar respostas para nossas vidas e no fundo sentimos que somos incapazes de compreender nossos sentimentos, falamos após um suspiro profundo: Deus sabe o que faz!
Hoje acredito e prefiro acreditar em uma coisa: Deus fez o mundo e colocou dois lados para escolhermos. Criou-se com a fala a palavra Sim e a Não, e, portanto nós temos o livre arbítrio para escolher o caminho que nos faz ficar em constante órbita. Porque assim como os planetas são obrigados pela força do Sol de girarem, somos nós com nossas decisões. Se ainda está difícil, apenas reflita com o que irei dizer:
- nossa vida é uma órbita constante, não paramos um sequer minuto assim como os planetas, assim como os pensamentos, assim como as águas, assim como o nosso coração. Se tudo pudesse parar, não haveria Vida. Vou te refrescar: comigo já aconteceu e talvez com você também; olhar alguém, ou apenas ler o nome nas entrelinhas de um jornal ou revista, criar uma certa expectativa naquela pessoa, pensar, subentender que aquela pessoa naquele momento existe ou até o presente momento acabou de se tornar real, e mais tarde, futuramente, em um tempo impreciso você se deparar em uma conversa com sua amiga e chegar ao seu lado, ser cumprimentado à você àquele ser antigo, que somente viveu em seus pensamentos, em um pedaço de seus desejos. Bom, comigo eu diria que já passei talvez não semelhante ao que escrevi, porém no mesmo sentido que você está dando ao suspiro que acaba de dar ao ler o que te apresento aqui. Então, aquele ser era real. Você é real, e do círculo constante vocês fazem parte, então por qual razão haveria impossibilidade de um dia as suas histórias se cruzarem? Se for comprovado que somos feitos de material cósmico e que em nós há energia, te respondo e você acharia fantasia, mas te digo, se me perguntasse porque isso seria possível de acontecer, digo que é porque que ambos estavam procurando a mesma coisa e as energias de ambos por serem opostas foram capazes de ultrapassarem um universo infinito de estrelas e mundos, para enfim num instante impreciso serem conectados pela admiração, pelo desejo, pela paixão e então pelo tão esperado sentimento do amor. E se me pergunta: mas porque então não deu certo? Deus quis assim? Era o destino? Estava escrito? Digo humildemente que a união de vocês não era perfeita o bastante para que suas energias pudessem ser conectadas numa única fonte, essa capaz de tornar os seus corpos como instrumento de liberação e canalização, assim como numa reação que acontece quando duas moléculas possuem as mesmas afinidades para reagirem entre si, sem força ou ação alguma externa, e produzirem uma transformação do encaixe perfeito em amor e do amor em calor. Calor, esse que é liberado para um espaço irreal, no qual os únicos capazes de viajarem com esse gozo de prazer recíproco são aqueles que produziram a transformação dessa reação em a grande e verdadeira razão de amar. Transformaram a emoção de viver em sentimento de paz e plenitude. Isso sim é talvez a resposta para a pergunta: alguém tem que ceder?
segunda-feira, 9 de março de 2009
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